Ficção e documentário, oficinas e sessões comentadas: um programa diversificado, com propostas divididas pelos auditórios da Casa das Artes e pelas escolas, e direcionadas para todos os graus de ensino, do ensino básico até ao universitário, em diálogo com os vários Agrupamentos de Escolas do concelho, incluindo a participação das escolas profissionais e o ensino superior artístico e de cinema, designadamente a Escola Superior de Artes e Design (ESAD) e a Escola Superior Artística do Porto (ESAP), onde se realizará parte do programa dedicado à produção portuguesa, com exibição de filmes produzidos pela Olhar de Ulisses, debates e masterclasses com os realizadores, um dos destaques de programa. Sessões que ambicionam estender-se para lá da sala de projeção e enriquecer as vivências da escola, enquanto se formam espectadores de cinema, em diálogo com a restante programação do Close-up, sob o tema Pais e Filhos: conflitos entre gerações.

Uma das mais memoráveis obras de Oliveira, tem por base o conto "Meninos Milionários" e retrata as aventuras e os amores de um grupo de crianças que deambulam entre o Porto e Gaia, com especial foco no Carlitos (Horácio Silva) e no Eduardo (António Santos), ambos apaixonados pela Teresinha (Fernanda Matos), a única rapariga do grupo. Em 1942, Manoel de Oliveira realizou "Aniki-Bóbó", a sua primeira experiência na longa-metragem, quase uma década depois de Douro, Faina Fluvial —, onde misturou realismo poético com cinema documental e que mais tarde se veio a afirmar como uma obra pioneira do neo-realismo. Vinte anos depois, contrariando tudo o que tinha sido dito e escrito na altura da estreia, o filme fez sensação nos Encontros Internacionais do Filme para a Juventude do Festival de Cinema de Cannes.

A odisseia de um pai e de um filho pelas ruas de Roma à procura de uma bicicleta roubada, indispensável para o seu trabalho, obra notável do neo-realismo italiano, tem a grandeza de uma tragédia clássica, um dos mais comoventes retratos de uma relação entre pai e filho. Ladrões de Bicicletas ocupa há sete décadas consecutivas um lugar cimeiro no cânone dos melhores filmes de todos os tempos. Logo na estreia gerou um grande entusiasmo, na Europa e na América, e André Bazin descrevia-o como uma obra-prima, perfeita e sublime, e afirmava que De Sica era o maior realizador italiano. Cesare Pavese dizia que o grande cronista da Itália do seu tempo era De Sica. Foi também nas ruas, onde filmaria, que o realizador foi procurar os seus intérpretes: Lamberto Maggiorani, o pai, era um operário mecânico, e Enzo Staiola, o filho, descobriu-o entre os mirones. “Era necessário que este operário fosse ao mesmo tempo tão perfeito, anónimo e objectivo como a sua bicicleta.”

Uma das mais memoráveis obras de Oliveira, tem por base o conto "Meninos Milionários" e retrata as aventuras e os amores de um grupo de crianças que deambulam entre o Porto e Gaia, com especial foco no Carlitos (Horácio Silva) e no Eduardo (António Santos), ambos apaixonados pela Teresinha (Fernanda Matos), a única rapariga do grupo. Em 1942, Manoel de Oliveira realizou "Aniki-Bóbó", a sua primeira experiência na longa-metragem, quase uma década depois de Douro, Faina Fluvial —, onde misturou realismo poético com cinema documental e que mais tarde se veio a afirmar como uma obra pioneira do neo-realismo. Vinte anos depois, contrariando tudo o que tinha sido dito e escrito na altura da estreia, o filme fez sensação nos Encontros Internacionais do Filme para a Juventude do Festival de Cinema de Cannes.

Entre 2022 e 2024 a Companhia de Música Teatral (CMT) fez parte do Projeto Ur-GENTE. Uma Viagem memorável que abrangeu formações imersivas, mentorias online, criação participativa transdisciplinar, apresentação de peças do repertório CMT e outras formas de dar corpo a um sonho: a criação do primeiro Centro de Artes Cénicas Transdisciplinar em Bissau. Ursonâncias, um documentário de Luís Margalhau, é uma cartografia das ressonâncias que ainda se escutam no coração da CMT.
A Música é um universo infinito: é fruição, expressão, comunicação, é arte, ferramenta, elemento de construção de identidades, fator de desenvolvimento humano e muito mais. A Companhia de Música Teatral explora os territórios férteis da criação, das relações entre formas de expressão, do desenvolvimento musical e da cooperação através da Música.

Uma história de amor em plena ditadura salazarista, num tempo marcado pela censura, pelas perseguições políticas, pelas prisões arbitrárias e pela revolta estudantil do início da década de 1960. Produzido por Paulo Branco, este drama realizado por Mário Barroso ("O Milagre Segundo Salomé", "Um Amor de Perdição", "Ordem Moral") tem argumento de António-Pedro Vasconcelos (1939-2024) e inspira-se livremente na obra homónima de José Cardoso Pires (1925-1998). No elenco destacam-se os actores Júlia Palha, Nuno Lopes, Diogo Infante, Francisco Froes, Leonor Alecrim e Rui Morisson.

Em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o governo de Vladimir Putin pediu às escolas que exacerbassem o patriotismo e justificassem o ataque perante os alunos. Requeria, para isso, provas de vídeo que mostrassem que tais guias estavam a ser cumpridas. Pavel Talankin, um professor de Karabash, cidade industrial na zona de Chelyabinsk Oblast, passou dois anos a filmar as suas actividades na escola, a forma como a própria escola se foi transformando numa máquina de propaganda e recrutamento para o exército russo. Em 2024, acabou por sair da Rússia, isto com a ajuda da produção deste documentário que co-assinou com David Borenstein, tendo vencido o Óscar de melhor longa documental na cerimónia de 2026.

O filme testemunha as últimas rotinas no quotidiano do bairro social do Aleixo, marcadas pela tensão de um destino forçado. Entre a queda da primeira e da última torre, o processo de demolição arrasta-se durante anos, deixando as vidas dos moradores em suspenso. Obrigados a aceitar o fim da sua comunidade, assistem de forma impotente à lenta desfiguração do seu passado.

A partir do visionamento de A Nossa Terra, o Nosso Altar (2004), o realizador André Guiomar dialogará com os alunos da Escola Superior Artística do Porto em torno da sua filmografia, designadamente sobre a temática da comunidade.
As propostas para escolas constituíram-se como um dos eixos programáticos do CLOSE-UP desde a primeira edição, na procura de articular a presença de alunos e professores nas sessões em sala, mas também marcando presença na escola, por forma a constituir o Cinema como assunto para esta vasta comunidade, na procura de criar e firmar os espectadores de cinema do futuro. Em cima da experiência de 10 anos de articulação de propostas com o universo escolar, faremos uma reflexão sobre o trabalho produzido, apontando renovadas abordagens. Com a presença de Katia Cordas (Cinemateca Portuguesa) e Paulo Fernandes (CINANIMA).

Numa pequena vila no norte de Portugal, Agostinho suporta a prisão da sua rotina. Um dia, sofre uma estranha convulsão saindo da fábrica onde trabalha no turno da noite. Incapaz de explicar o motivo da sua condição, volta para casa, para a sua namorada, para os seus amigos. Subjugando os seus sonhos e as suas preocupações, Agostinho aguarda que a noite chegue e, com ela, outro turno.
Sessão com projecção das três curtas produzidas pela Olhar de Ulisses, com conversa dos realizadores com os alunos da ESAD.